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“Tem que vender logo a p*** do BB”, ataca Paulo Guedes

25/05/2020, 18:47
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Declaração não causa surpresa, mas ainda assim é uma afronta e um desrespeito aos funcionários e ao banco, e revela que, em meio à pandemia do coronavírus, os integrantes do governo estão mais preocupados em se desfazer de um patrimônio…

Declaração não causa surpresa, mas ainda assim é uma afronta e um desrespeito aos funcionários e ao banco, e revela que, em meio à pandemia do coronavírus, os integrantes do governo estão mais preocupados em se desfazer de um patrimônio público lucrativo do que focar na sobrevivência da população

Na reunião

ministerial de 22 de abril citada por Sergio Moro, o ministro da Economia,

Paulo Guedes, afirmou que é preciso “vender logo a porra do BB”, em relação ao

Banco do Brasil. A informação foi divulgada pela jornalista Bela Megale, do

jornal O Globo.

Para a

Conselheira de Administração Representante dos Funcionários (Caref) do BB,

Débora Fonseca, a declaração não surpreende. “Desde o primeiro dia que pisou no

ministério, Paulo Guedes demonstra a intenção de atacar a imagem do Banco do

Brasil. Escolheu um presidente para o banco com indicações claras de diminuir o

papel e a importância da instituição para a sociedade, com projetos de

fatiamento com vistas privatização”, denuncia.

**Afronta e desrespeito ao banco e

aos funcionários**

**

**

Ainda de

acordo com Débora, a fala não é surpresa mas é uma afronta e um desrespeito ao

banco e aos seus funcionários, que sempre demonstraram enorme comprometimento

no atendimento à população.

“Os ataques

são uma tentativa de convencer a sociedade de que o absurdo da privatização faz

algum sentido. Uma tentativa de criar a narrativa fantasiosa de que o BB é

ineficaz ou desimportante, sendo que absolutamente tudo mostra que ele está

errado, já que o banco é extremamente lucrativo, cumpre um papel social imprescindível

ao conceder crédito mais acessível e que, neste momento de pandemia, seus

funcionários mostram ainda mais empenho e capacidade de entrega, e o quanto

podem causar de mudança na vida dos brasileiros”, afirma Débora.

“A lógica

privatista de Guedes tenta privilegiar ainda mais o setor financeiro privado,

causando ainda mais concentração de poder para esses conglomerados e

prejudicando a população que tem cada vez menos acesso a crédito e cada vez

mais caro”, completa a Caref.

Além de

todos os ministros do governo, na reunião em que Guedes atacou o Banco do

Brasil também estavam presentes os presidentes do próprio BB e da

Caixa Econômica Federal. A gravação da reunião que é apontada por Moro como

prova da interferência de Bolsonaro na Polícia Federal está em poder do Supremo

Tribunal Federal (STF).

Segundo

interlocutores do ministro da economia ouvidos pela jornalista Bela Megale,

Guedes passou a fazer críticas mais duras ao Banco do Brasil.

A dirigente

sindical pela Contraf-CUT e bancária do Banco do Brasil Fernanda Lopes enfatiza

que os bancos privados atuam prioritariamente em localidades que darão retorno

financeiro, como cidades mais populosas e bairros mais ricos. Nas localidades

mais isoladas e pobres, os únicos bancos existentes para atender a população

são os bancos públicos.

“Ao invés de

se preocupar com a sobrevivência da população que está morrendo aos milhares

por causa do coronavírus, e muitos ainda sequer receberam o auxílio

emergencial, essa declaração feita em meio à pandemia revela que integrantes do

governo estão se reunindo e debatendo privatização em meio a uma grave crise

sanitária, econômica e social, na qual a atuação do Estado se mostrará ainda

mais importante no atendimento aos que mais necessitam”, afirma Fernanda

Lopes.

Fonte: SP

Bancários

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