## Planos de Luta e Desafios Atuais
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Durante o congresso, foi aprovado um abrangente Plano de Lutas focado na defesa do emprego bancário, na regulação do sistema financeiro, no enfrentamento dos impactos das novas tecnologias no trabalho e no fortalecimento da organização sindical. A presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, enfatizou a importância de uma campanha salarial vitoriosa, mas alertou que as conquistas podem ser perdidas caso haja um avanço da extrema-direita nas eleições
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Entre as prioridades do Plano de Lutas, destacam-se a defesa da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), a luta por saúde e condições de trabalho, a promoção da diversidade e igualdade, o aprimoramento da comunicação com a base e a sociedade, o combate ao feminicídio, a defesa dos bancos públicos, a defesa da democracia e a redução das taxas de juros
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## Reorganização Sindical e Comunicação Estratégica
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Um dos painéis do congresso abordou a necessidade de reorganização do movimento sindical frente às transformações no setor financeiro e o uso estratégico da comunicação. A economista Vivian Machado, do Dieese, apresentou dados que mostram a fragmentação do setor, com a redução de agências bancárias e o crescimento de empregos em outras áreas do sistema financeiro, como cooperativas de crédito e fintechs. Ela ressaltou que, em algumas regiões, o número de trabalhadores de outras categorias do ramo já supera o de bancários, evidenciando a importância da reestruturação sindical para enfrentar essa nova realidade
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A comunicação estratégica também foi um ponto central, com a pesquisadora Ana Flávia Marques destacando a mudança na militância, que agora atua em um ambiente digital. A presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro, mencionou que “o panfleto virou post, a passeata virou tuitaço e as assembleias passaram a acontecer também no ambiente virtual”, sublinhando a necessidade de adaptar a mobilização para o meio digital, sem abandonar o contato físico
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## Precarização Trabalhista e Reforma Regulatória
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O congresso também debateu a precarização trabalhista no setor financeiro, impulsionada pela ascensão de fintechs e cooperativas. Pesquisas apresentadas revelaram que, sem uma reforma regulatória, o país enfrentará o aprofundamento das desigualdades sociais e trabalhistas. Foi destacado que cooperativas e fintechs, embora ofereçam os mesmos serviços que os bancos tradicionais, muitas vezes praticam remunerações menores e não garantem os mesmos direitos, como a jornada de seis horas
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O professor Moisés Marques alertou para a volatilidade e interconexão do sistema financeiro, que exige uma regulação mais forte para evitar fraudes e riscos sistêmicos. A discussão sobre a autonomia do Banco Central e a necessidade de atualização regulatória foram pontos cruciais para garantir um sistema financeiro seguro e socialmente responsável
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## Análise de Conjuntura Nacional e Internacional
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A abertura do segundo dia do congresso foi marcada por uma análise aprofundada da conjuntura nacional e internacional. O jornalista Jamil Chade abordou a tensão política mundial e a disputa entre Estados Unidos e China, ressaltando como esses cenários impactam a soberania brasileira. A cientista política Camila Rocha complementou com a análise da disputa eleitoral no Brasil, enfatizando a importância das eleições para a defesa dos trabalhadores e da democracia
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## Homenagem e História de Luta
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O congresso também dedicou um momento para homenagear os 20 anos da Contraf-CUT, relembrando a trajetória de luta da categoria bancária. Ex-presidentes da Contraf-CUT e da antiga Confederação Nacional dos Bancários (CNB) destacaram as conquistas históricas e os desafios políticos e sociais que ainda persistem para o movimento sindical
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Joanderson Gomes, presidente do Sindicato dos Bancários de Itaperuna e Região, que participou ativamente do 7º Congresso da Contraf-CUT juntamente com os companheiros da Fetraf RJ ES, compartilhou suas impressões: “Foi um congresso de extrema importância para o bancário e para o movimento sindical como um todo. As discussões sobre a reorganização sindical, a comunicação estratégica e o combate à precarização trabalhista são temas que impactam diretamente o nosso dia a dia. Saímos fortalecidos e com a certeza de que a união da categoria é fundamental para enfrentarmos os desafios futuros e garantirmos a manutenção e ampliação dos nossos direitos.”
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## A Importância da União e Participação
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A participação do Sindicato dos Bancários de Itaperuna e Região neste congresso reforça o compromisso da entidade com a defesa dos interesses do bancário. A união da categoria, a troca de experiências e a construção coletiva de estratégias são essenciais para fortalecer o movimento sindical e assegurar um futuro com mais direitos e melhores condições de trabalho para todos os bancários.
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Referências
[1] 7º Congresso Contraf-CUT aprova planos de luta para o próximo período
[2] Reorganização sindical e comunicação estratégica marcam último painel do sábado no 7º Congresso da Contraf-CUT
[3] Mesmos serviços, mesmo direitos: categoria debate saídas contra avanço da precarização trabalhista no setor financeiro
[4] Análise de conjuntura nacional e internacional marca abertura do segundo dia do 7º Congresso da Contraf-CUT
[5] 7º Congresso da Contraf-CUT homenageia história de luta da categoria bancária
[6] 7º Congresso da Contraf-CUT vai debater os desafios para a manutenção de direitos dos trabalhadores
[7] 7º Congresso da Contraf-CUT começa nesta sexta-feira (27)
