Base de Atuação: Itaperuna e Região
Itaperuna, Bom Jesus de Itabapoana, Cambuci, Laje do Muriaé, Miracema, Natividade, Porciúncula, São José de Ubá, Santo Antônio de Pádua, Varre Sai
Filiado aFETRAF RJ/ESCONTRAF-CUT
Notícia

Contraf-CUT não aceita compensação do PPR/PSV na PLR do HSBC

12/01/2012, 16:27
WhatsApp
WhatsApp
← Voltar

A Contraf-CUT já encaminhou para a direção do HSBC a reivindicação de não desconto dos programas próprios de remuneração variável do pagamento da segunda parcela da PLR dos funcionários. "Reivindicamos a abertura imediata de…

A Contraf-CUT já encaminhou para a direção do HSBC a reivindicação de não desconto dos programas próprios de remuneração variável do pagamento da segunda parcela da PLR dos funcionários.

"Reivindicamos a abertura imediata de negociações com as entidades sindicais para discutir o programa e a forma de pagamento. O banco hoje desmotiva os seus funcionários e mantém um programa completamente desmoralizado. Poucos vão se esforçar para atingir as metas, apesar do alto nível de cobranças", avalia o funcionário do HSBC e secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, Miguel Pereira.

"Quem da diretoria do banco pressiona pelo atingimento das metas recebe fortunas, mas quem está na linha de frente, vendendo os produtos e realmente garantindo o crescimento do lucro, se sente traído pelo HSBC. Esse é o sentimento dos funcionários. Nós vamos mobilizar os trabalhadores e lutar para reverter essa injustiça", salienta.

"A atitude do banco é um desrespeito aos trabalhadores, principais responsáveis pelos ganhos astronômicos do banco. Outros bancos, como o Santander, por exemplo, não descontam os programas próprios de renda variável da PLR de seus funcionários", destaca o funcionário do HSBC e diretor da Contraf-CUT, Sérgio Siqueira.

****

Farsa

****

O funcionário do HSBC e secretário de Finanças do Sindicato dos Bancários de Campo Grande (MS), Valdecyr Pereira Rios, o Vavá, exemplifica como a farsa do PPR/PSV funciona em todo o país.

"O banco cobra dos funcionários metas abusivas, incentivando o seu cumprimento pela remuneração via PPR e PSV. O banco pela convenção coletiva é obrigado a pagar a PLR, mas de forma descarada desconta do valor obrigatório da remuneração de seus programas específicos. Assim, por exemplo, se é devido ao funcionário R$ 5.500 de PPR/PSV, e R$ 5.500 de PLR, o bancário recebe apenas R$ 5.500 da PLR", explica Vavá.

"Propomos que o bancário recebe a somatória de todos os programas. O banco não esclarece aos funcionários a regra. O trabalhador se mata o ano todo para bater a meta e, quando chega o momento de ganhar, não há nada a receber. Queremos que o bancário seja valorizado no seu trabalho pelo atingimento das metas. Já basta toda a pressão que sofre", critica Vavá.

Além disso, "o banco não negocia com representantes sindicais o PSV/PPR e, de forma arbitrária, impõe metas altíssimas para o programa e por conta disso os dirigentes sindicais dos sindicatos filiados à Contraf-CUT há mais de três anos nem mais acompanham esse tipo de reunião da comissão interna dos funcionários ", afirma a funcionária do HSBC e diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Liliane Fiuza.

Aos clientes, resta o atendimento precário, feito por funcionários desvalorizados, insatisfeitos e sobrecarregados, e o pagamento de tarifas que atingem valores cada vez mais altos, incomparáveis com outros lugares do mundo. "O desrespeito é a regra no banco inglês", frisa Sérgio.

****

CDP

****

Outra crítica dos representantes legítimos dos bancários é em relação ao CDP, sistema de avaliação individual anual dos bancários, que não é feito de forma séria e acaba pesando mais o atingimento das metas.

Um dos elementos da avaliação é a quantidade de contas correntes abertas pelos bancários. Por exemplo, o banco estabelece como meta a abertura de 40 contas, o bancário consegue 70, mas o banco não aprova o limite de 50, a culpa por não bater a meta recai sobre o bancário, que tem uma má avaliação.

"Se o banco está emprestando pouco ao cliente, quem paga por não bater as metas é o funcionário, acabando por apresentar nota ruim no CDP, o que pode gerar demissões. O banco tem o direito de não emprestar, mas não pode prejudicar o trabalho do bancário. O CDP, como está configurado não é correto, é injusto", avalia Vavá.

Os sindicatos vêm recebendo denúncias de que os gestores ao final são obrigados a rebaixar notas do CDP, mesmo que o trabalhador tenha tido excelente performance para enquadrar todos na curva.

"Em todo o país,há um sentimento de desmotivação e indignação por parte dos funcionários do HSBC. Este clima é comprovado pelo fato de que nos últimos meses o número de pedidos de demissões terem sido maiores do que os de dispensas sem justa causa", salienta o diretor da Contraf-CUT.

****

Mobilização

****

Nos próximos dias, a Contraf-CUT pretende retomar as negociações específicas com o HSBC e o tema do pagamento do PPR/PSV X PLR estará na pauta. "Passou da hora de o banco respeitar e valorizar os seus funcionários e rever estes absurdos de seu programa próprio de remuneração variável", finaliza Miguel.

Fonte: Contraf-CUT

Gostou desta matéria?
Compartilhe com colegas. (Título + resumo + link vão prontos para encaminhar.)
WhatsApp
Mais notícias
27/02/2026, 13:51
Bancários de Itaperuna e Região: Solidariedade Urgente para Juiz de Fora
A cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, enfrenta um cenário devastador após as intensas chuvas que assolaram a região nos últimos dias de fevereiro de 2026. Diante da calamidade, o Sindicato dos Bancários de Itaperuna e Região lança um apelo à solidariedade da categoria, organizando uma vaquinha para auxiliar as vítimas que perderam tudo.
25/02/2026, 10:14
Sindicato participa de reunião na Gestão de Pessoas do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, e apresenta demandas da região
Representantes do sindicato estiveram hoje na sede da Gestão de Pessoas do Banco do Brasil, localizada no Rio de Janeiro, para uma reunião institucional voltada à apresentação das demandas da região e ao diálogo sobre temas estratégicos que impactam os trabalhadores.
20/02/2026, 09:19
Reforma Trabalhista na Argentina: Um Alerta para o Brasil
A recente reforma trabalhista em andamento na Argentina, sob o governo de Javier Milei, tem gerado intensos debates e forte reação do movimento sindical. Para os trabalhadores brasileiros, em especial a categoria bancária, a situação no país vizinho serve como um alerta sobre os perigos da flexibilização excessiva e da perda de direitos conquistados. Este artigo analisa os principais pontos da reforma argentina, traça um paralelo com a legislação brasileira e a luta pelo fim da jornada 6x1, e destaca a visão do movimento sindical sobre os impactos na vida dos trabalhadores.