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Sindicato dos Bancários

Bancári@s questionam Fenaban sobre demissões e fechamento das agências

07/08/2020, 13:05

  Segunda rodada de negociações da Campanha Nacional teve o emprego como tema de debates   Max Bezerra, Secretário Geral da FETRAF RJ/ES, representou a entidade e seus sindicatos filiados na negociação   B

Segunda rodada de negociações

da Campanha Nacional teve o emprego como tema de debates

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Max Bezerra, Secretário Geral

da FETRAF RJ/ES, representou a entidade e seus sindicatos filiados na

negociação

Imagem

Bancári@s querem garantia

do emprego e que as demissões sejam suspensas

• Categoria tinha 513 mil

trabalhando em 2012 e 453 mil em 2018

• Todo mês, uma média de 100

agências bancárias são fechadas

• Pandemia mostrou que

agências físicas são necessárias para atender a população

A defesa do emprego foi o tema

das negociações desta quinta-feira (6), entre o Comando

Nacional d@s Bancári@s e representantes da Federação Nacional

dos Bancos (Fenaban). Foi a segunda rodada de negociações, feita por

videoconferência. O debate se dá em meio à redução dos postos de trabalho. De

acordo com dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do

Trabalho, de 2017 a 2019 foram fechados 70 mil postos de trabalho na categoria

bancária. Entre as reivindicações apresentadas estão a manutenção dos empregos

e a suspensão das demissões.

Mesmo após o acordo entre o

Comando Nacional d@s Bacári@s e a Fenaban no início da pandemia,

para a suspensão das demissões no período, os bancos demitiram. O campeão das

demissões foi o Banco Santander que, no segundo trimestre deste ano, demitiu

844 bancári@s. “Queremos garantia de emprego e que as demissões sejam

suspensas. Estamos em um processo de negociação e há bancos estão demitindo”,

questionou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo

Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, uma das coordenadoras do Comando.

Em 2012, a categoria bancária era composta por 513 mil trabalhadores, número

que caiu para 453 mil em 2018, principalmente após um longo processo de cortes

no governo Temer.

Agências fechadas

Foi apresentado também aos

representantes da Fenaban a questão do fechamento de agências bancárias. “De

dezembro 2019 até junho deste ano, foram fechadas no país 558 agências

bancárias. Nos últimos 12 meses, tem uma média mensal de 100 agências fechadas.

Agências são fechadas na pandemia, quando a população mais precisa. É também um

impacto para o emprego e para a economia. O desemprego atinge também os

seguranças, o pessoal da limpeza”, afirmou Juvandia.

Falta emprego para 31,9

milhões de brasileiros, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de

Domicílios Contínua (Pnad Contínua), apurada pelo Instituto Brasileiro de

Geografia e Estatística (IBGE), no trimestre terminado em junho deste ano, taxa

mais elevada na série histórica iniciada em 2012. O desemprego cresceu 13,3% e

o contingente de desempregados, que é de 12,8 milhões. Mas o contingente é

muito maior, se for considerado os 19 milhões que deixaram de procurar

trabalho, muitos impactados pela própria pandemia que restringe a procura.

Digitalização

Os representantes da Fenaban

argumentaram que a redução do número de agências tem de levar em conta uma

mudança na cultura dos clientes, que diante da pandemia passaram a usar mais o

atendimento digital. Para a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo,

Osasco e Região, Ivone Silva, uma das coordenadoras do Comando, a pandemia revelou

outra realidade. “As agências são necessárias, sim. Isso a pandemia demonstrou.

Há uma grande exclusão de pessoas, que estão fora do sistema bancário, que não

têm conta bancária. Uma parte da população não tem acesso à internet, não tem

celular e nem computador em casa. O que percebemos é que as pessoas vão nas

agências”, disse Ivone.

Os representantes da Fenaban

pediram um tempo para discutir as propostas apresentadas nesta quinta-feira.

Disseram que vão reunir representantes dos bancos na semana que vem para

avaliar as propostas d@s bancári@s sobre defesa do emprego.

“Hoje introduzimos esse tema na negociação, que já tinha uma importância antes

da pandemia, mas que ficou maior ainda. O número de pessoas desempregados é

gigantesco. O Brasil está sofrendo um problema sério e os bancos precisam

contribuir com sua parte. Não dá para fechar agências e quanto às novas

tecnologias, queremos que os trabalhadores sejam realocados e requalificados”,

afirmou Juvandia.

**Veja as datas das próximas

negociações**

11 de agosto – saúde e

condições de trabalho

13 agosto – Igualdade

14 de agosto – Cláusulas

Sociais

18 de agosto – Cláusulas

Econômicas

Fonte: CONTRAF

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Fonte: Blogger Takeout