Governo deixará de creditar R$ 30 bilhões no FGTS dos trabalhadores este ano por diferença entre a TR e a inflação

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O governo deixou de creditar R$ 30 bilhões no Fundo de Garantia por Tempo e Serviço (FGTS) dos trabalhadores brasileiros este ano. O cálculo é do instituto FGTS Fácil e considera o período de 10 de janeiro deste ano até esta terça-feira, dia 10 de dezembro, durante o qual a Taxa Referencial (TR) — que serve para calcular os rendimentos das contas — acumulou 0,1416%, bem abaixo dos 5,58% do Índice Nacional de Preços ao consumidor (INPC) acumulado.
O rendimento do FGTS pela fórmula “TR + 3%” não supera a inflação desde 1999. Segundo o instituto, a diferença no período de julho de 1999 a novembro deste ano é de 101,14%. Com isso, a perda total chega a R$ 193 bilhões.
Ainda de acordo com o FGTS Fácil, um trabalhador que tinha em novembro de 2002 um saldo de R$ 10 mil hoje tem R$ 16.588,44, remunerado pela fórmula da TR. Se a fórmula do governo considerasse a inflação do período, esse trabalhador teria hoje R$ 27.662,94 — 66,7% a mais do que possui.
De acordo com uma nota técnica publicada em junho deste ano pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a redução da TR começou em 1999, quando o governo trocou a taxa de câmbio administrada (em que ele fixa a cotação) pela flutuante (em que o mercado é quem a fixa), o que tirou a pressão sobre a taxa de juros básica da economia (Selic).


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