FELIPÃO DESRESPEITA CATEGORIA BANCÁRIA COM COMENTÁRIO IMPRÓPRIO



D
iversas vezes, somos julgados por clientes que acham que vida de bancário é “mole”, que o bancário trabalha de 11 às 16 horas em um sala com ar condicionado, usando terno e gravata e imaginam que recebemos uma verdadeira fortuna para isso. Compreendemos que para os padrões de nosso país, com os salários ridículos que a classe assalariada recebe, essa visão equivocada é parcialmente aceitável, porém a realidade não é assim. A categoria bancária no Brasil sofre com um dos piores salários da América Latina (Fonte: Dieese), sendo pior que os salários da Argentina e do Uruguai. Somos acometidos de doenças ocupacionais devido às más condições de trabalho, extrapolação da jornada de trabalho e inúmeros bancários sofrem de distúrbios psicológicos, causados pela cobrança exagerada de metas, que a cada dia, se tornam mais abusivas.

Infelizmente, em mais uma de suas colocações, o Sr. Luiz Felipe Scolari, o “Felipão”, atual técnico de nossa seleção de futebol, no dia em que foi apresentado à imprensa para assumir o cargo, nos brindou com mais uma de suas pérolas, quando disse:Se não quer pressão, vai trabalhar no Banco do Brasil, senta no escritório e não faz nada. Ora companheiros, ser julgado por quem ganha um salário mínimo agente até entende, agora, ser julgado por quem recebia aproximadamente R$ 700 mil para levar a equipe que ele dirigia ao rebaixamento para a segunda divisão, nos causa uma profunda indignação. Inclusive, estamos “preocupados”, já que será difícil a vida dele de agora em diante, pois a CBF pretende manter o salário de técnico congelado em R$ 350 mil, que era o salário do Mano Menezes. Pelo visto ele terá que voltar a contar com participação em campanhas publicitárias se quiser complementar seu salário, como fazia quando estava na Europa.

Nós Brasileiros, somos todos um pouco “Técnicos da Seleção”. Fazemos nossas escalações, criticamos quando o time vai mal e vibramos quando tem uma boa atuação. O Banco do Brasil assumiu uma política de redução nas taxas de juros, o que aumentou o número de operações bancárias, sem que isso refletisse diretamente no aumento imediato de contratações. Os funcionários compreendem que essa política favorece o nosso país rumo ao desenvolvimento econômico e estão pagando um preço alto por isso. Diante desse trabalho o Comentário feito pelo Sr Luiz Felipe Scolari ofende diretamente uma categoria que luta pelo crescimento de nosso país, suportando cargas excessivas que, como dito anteriormente, vem acometendo a categoria de diversas doenças. Não poderíamos deixar de expressar nossa indignação com o comentário que além de desrespeitoso foi extremamente inoportuno. Como disse o Presidente da Confederação dos Bancários, Carlos Cordeiro, "Esperamos que ele não esteja tão desatualizado sobre futebol quanto está sobre as relações de trabalho nos bancos".

SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE ITAPERUNA E REGIÃO

Comentários